Em meados de 2007, um grupo de empresários cametaenses liderado por Fernando Camarinha, Orlando Peixoto e Antônio Sassim, interessados em fundar um clube de futebol na cidade, promovem uma reunião. Sem experiência no ramo e também sem o dinheiro necessário para regularizar uma equipe profissional, o grupo fecha um acordo com o Clube Atlético Vila Rica, de Belém, criando o Vila Rica/Cametá. Apesar de utilizar o nome do Cachorro doido, os jogadores e a comissão técnica eram todos novos, e o time se mudou para a Cidade do Carnaval.
A parceria começou a render frutos imediatamente. No mesmo ano, a equipe comandada por Fran Costa já foi campeão da segunda divisão estadual, vencendo cinco dos seis jogos disputados. Em 2008, venceram também a primeira fase do Parazão, o chamado torneio de acesso à fase principal, de forma invicta, com seis vitórias e dois empates. Ficou na frente de clubes favoritos, como Águia de Marabá, São Raimundo e Castanhal. Na elite do futebol paraense, o Vila Rica/Cametá não fez feio e, por pouco, não se classificou para as semifinais. Terminou o primeiro turno na 5º colocação empatado em pontos com o Águia, mas ficando atrás nos critérios de desempate. Não conseguiu manter o mesmo nível no segundo turno e terminou a competição em 6º lugar no quadro geral.
Ao término do Parazão 2008, o Cametá conseguiu sua independência. O clube encerrou sua parceira com o Vila Rica e, no dia 27 de junho de 2008, Cametá tinha, oficialmente, seu primeiro clube de futebol profissional, que adotou as cores da bandeira do munícipio para o novo uniforme. Seu primeiro presidente foi Fernando Camarinha. Fran Costa, que era técnico do Vila Rica/Cametá, foi contratado para dar continuidade ao trabalho. Junto com ele, vieram cerca de 10 jogadores – entre eles Américo, Tonhão, Sousa, Jaílson e Soares.
Porém, no ano seguinte, como era um novo clube, teve que começar do zero: disputou novamente a segundinha. Apesar de ter terminado na 3º colocação (só os dois primeiros sobem), a sorte estava do lado do Cametá. O Santa Rosa, vice-campeão, desistiu de disputar a primeira divisão, entregando a vaga ao Mapará.